"O que Lénin e Trotsky não atingiram com o fim de conduzir as forças que dormitam no bolchevismo para a vitória final, será obtido através da política mundial da Europa e América." - Rosenberg 1930

sexta-feira, 22 de julho de 2011

origens do Politicamente Correcto



Pela primeira vez, os Americanos hoje, não são livres de dizer o que pensam. Se eles dizem algo ofensivo, insensível ou, pior que tudo, palavras de ódio, podem ter sérios problemas. Eles podem ser punidos por violarem os mandamentos sagrados dos anos 90, conhecidos comummente como Politicamente Correcto.
O Politicamente Correcto é um fenómeno novo?
Vamos mostrar-lhe esta noite que o Politicamente Correcto tem sido fabricado há mais de 8 décadas.

(...)

E parece que a deterioração da sociedade é exactamente aquilo que o Politicamente Correcto persegue...
mas afinal o que é o Politicamente Correcto?
Você está prestes a ver: o Politicamente Correcto é nada mais do que uma ideologia Marxista. Marxismo traduzido da economia para a cultura, num esforço que vem, não dos anos 60, mas da Primeira Guerra Mundial.

a Teoria Marxista previu que se a Guerra chegasse à Europa, a classe trabalhadora de todo o país Europeu, revoltar-se-ia, mas essa teoria revelou-se errada.
Quando a Primeira Guerra Mundial começou em 1914, a lealdade dos trabalhadores ao seu país, revelou-se mais forte do que a dita "Consciência de Classe". Alegremente, puseram o seu uniforme. Francês, ou Alemão, Austríaco ou Russo ou Britânico, e marcharam aos milhões, para lutarem entre si.
Em 1917, uma Revolução Marxista ocorreu na Rússia, mas não se alargou à Europa Ocidental. Novamente, contradizendo a Teoria Marxista Ortodoxa.

William Lind:
Quando a Guerra acabou, os Teóricos Marxistas, tiveram que perguntar-se o que tinha corrido mal.
Antonio Gramsci na Itália e Georg Lukács na Hungria, acreditavam que tinham a resposta. Gramsci e Lukács argumentaram que a Cultura Ocidental tinha cegado a Classe Trabalhadora aos seus verdadeiros interesses Marxistas de Classe. Antes de uma Revolução Marxista poder ter lugar, a Cultura Ocidental tinha que ser destruída.

Em 1919, Lukács, que foi considerado o mais brilhante Teórico Marxista desde o próprio Marx, perguntou "quem irá salvar-nos da Civilização Ocidental?". Nesse mesmo ano, 1919, Lukács tornou-se Deputado Comissário para a Cultura no governo Bolchevique de Béla Kun na Hungria, onde lançou um programa de terrorismo cultural. Como parte desse programa, Lukács introduziu um programa de educação sexual radical nas Escolas da Hungria. O Politicamente Correcto como o conhecemos, estava já a tomar forma.

Lazlo Pasztor (Federação Nacional dos Húngaros Americanos):
Ele tentou, na verdade, enfraquecer a Unidade da família e essa foi uma das razões pelas quais ele tentou introduzir educação sexual.

Narrador:
Laszlo Pasztor, um líder da resistência Húngara contra a tomada comunista da Hungria após a I Guerra Mundial, explica porque é que as crianças foram seleccionadas como alvos.

Laszlo Pasztor:
Sabe? É sempre mais díficil converter um adulto, para fazer algo que ele foi ensinado a não fazer. 

Narrador:
O programa deixou grandes efeitos residuais na Hungria.

Laszlo Pasztor:
A única coisa que era permitido aceitar, eram os conceitos de Béla Kun. E o que eles ensinavam, era assim e nada mais! O pensamento livre era um pecado muito grande.

Narrador:
O governo de Béla Kun durou apenas alguns meses, em parte, porque a Classe Trabalhadora Húngara estava indignada com o ataque de Georg Lukács à tradicional Cultura Ocidental.

Mas, entretanto, na Alemanha, uma nova tentativa de criar uma crítica Marxista da Cultura Ocidental estava a tomar forma. Ali, o jovem e saudável filho de um milionário comerciante de cereais, Felix Weil, quis estabelecer um Instituto para política pública. Um "think-tank" para servir de casa para o pensamento Marxista avançado. Modelado no Instituto Marx-Engels em Moscovo, o "think-tank" de Weil, esteve originalmente para ser chamado "O Instituto Para O Marxismo".
 
Martin Jay, Presidente do Departamento de História em Berkeley e autor de uma história da Escola de Frankfurt, explica porque é que o nome foi alterado para "Institut für Sozialforschung" - Instituto Para Pesquisa Social.
 
Martin Jay, Universidade da Califórnia, Berkeley:
Penso que eles tinham bastante interesse em evitar ser muito rotulados, daí esse nome bastante suave "O Instituto para Pesquisa Social."

Narrador:
O Instituto estava afiliado com a Universidade de Frankfurt em Frankfurt na Alemanha, e, na altura, tornou-se conhecido simplesmente como a Escola de Frankfurt.

A Escola de Frankfurt abriu formalmente as portas a 22 Junho de 1924, mas já tinha tido o seu primeiro Seminário de Teoria na Primavera de 1923. Ali, quase 2 dúzias de estudiosos Marxistas juntaram-se para o que Weill, o sponsor, chamou a "Semana de Estudos Marxistas". Um dos participantes foi Richard Sorge, mais tarde um famoso Espião Soviético. Outro, foi Georg Lukács. Os escritos de Lukács sobre a cultura, foram a base de grande parte do programa. Quase metade dos participantes nesta "Semana de Estudos Marxistas", seriam, mais tarde, afiliados à Escola de Frankfurt.

William Lind:
Seguindo a direcção de Lukács, a Escola de Frankfurt seria o veículo que traduziu o Marxismo da
Economia para a Cultura. Dando-nos o que agora conhecemos como Politicamente Correcto.

Narrador:
O primeiro director da Escola de Frankfurt foi um economista Austríaco Marxista chamado Carl Grünberg. O principal esforço de Grünberg foi estabelecer firmemente a natureza do instituto Marxista. No seu discurso público inaugural, que abriu o novo edifício do instituto em Frankfurt, Grünberg disse:

"Tem sido a nossa intenção, aqui desde o início, manter a uniformidade na forma como olhamos para os problemas e os resolvemos. Eu, também, sou um dos oponentes da ordem económica, social e legal que nos tem sido legada pela história, e eu, também, sou um dos apoiantes do Marxismo. No novo instituto de pesquisa, o Marxismo terá, a partir de agora, uma casa."

Narrador:
Sob Carl Grünberg, a Escola de Frankfurt trabalhou principalmente sobre as questões económicas e o movimento laboral, assuntos Marxistas convencionais. Mas em 1930, Grünberg  foi substítuido como director por um jovem intelectual Marxista com ideias muito diferentes - Max Horkheimer.
Horkheimer depressa começou a usar o instituto para desenvolver um novo Marxismo, muito diferente do Marxismo da União Soviética.

William Lind:
Primeiro, reconhecendo o sucesso económico do capitalismo, Horkheimer anunciou que a revolução era improvável de vir da classe trabalhadora. A Escola de Frankfurt teria de encontrar um substituto.

Martin Jay:
Bem, essa era a grande questão. A grande questão é: «haverá um substituto para a classe trabalhadora?»

Narrador:
A Escola de Frankfurt não haveria de encontrar uma resposta para esta questão até aos anos 60, mas entretanto, Horkheimer começou a recuperar o trabalho de Lukács, ao fazer da cultura e não da economia, o Foco central do trabalho da Escola de Frankfurt.

Como escreve Martin Jay na sua história da Escola de Frankfurt, "The Dialectical Imagination", se pode ser dito que durante os primeiros anos da sua história, o instituto envolveu-se principalmente em análises da Subestrutura Sócio-Económica da Sociedade Burguesa, nos anos após 1930, o seu principal interesse está na sua Superestrutura Cultural. De facto, a fórmula tradicional Marxista quanto ao relacionamento entre os dois, foi colocada em questão.

William Lind:
A chave para o trabalho da Escola de Frankfurt na cultura, foi o cruzamento de Marx com Freud. Tal como o Marxismo Clássico Económico disse que debaixo do capitalismo a classe trabalhadora era oprimida, também a Escola de Frankfurt usou Freud para dizer que debaixo da Cultura Ocidental todos viviam num estado constante de repressão psicológica.

Martin Jay:
Então havia Freudianos radicais durante este período, esperando usar a Psicanálise para acabar com o que Reich chamou "alienação sexual", que eles achavam tão importante como a alienação económica.

Narrador:
A solução, segundo a Escola de Frankfurt, era não apenas uma revolução política para derrubar o capitalismo, mas uma revolução social e cultural, também. Para continuar o trabalho do Instituto nas questões culturais, Horkheimer trouxe algum sangue novo.

Os novos membros incluiram o, por vezes, crítico de música Theodor Adorno. Martin Jay vê esta adição como decisiva.

Martin Jay:
Bem, Adorno foi talvez o mais eficaz e, penso eu, brilhante de todos os membros da Escola de Frakfurt.

Narrador:
Outro novo membro foi Erich Fromm. Fromm, um psicanalista praticante, foi célebre pela sua Psicologia Social Marxista radical. Ele criou o conceito de libertação sexual e políticas de género.

Segundo Martin Jay, na visão de Fromm, a masculinidade e feminilidade não reflectiam diferenças sexuais essenciais, mas eram, em vez disso, derivados de diferenças nas funções vitais, que eram, em parte, determinadas socialmente.

William Lind:
Outra parte do Politicamente Correcto estava a ser organizada.
 
Narrador:
Em 1932, Herbert Marcuse tornou-se um membro do Instituto de Pesquisa Social. Marcuse tornar-se-ia finalmente no mais importante membro da Escola de Frankfurt para o desenvolvimento do Politicamente Correcto. Nos anos 1950 e 60, Marcuse iria completar a tradução do Marxismo para a cultura, e injectá-lo na Nova Esquerda («New Left»). Martin Jay resume tudo.
 
Martin Jay:
Na qual, Marcuse nos Estados Unidos representou as inclinações mais radicais da escola. De alguma forma, continuando o trabalho que eles tinham feito nos anos 1920 e 30. Um trabalho que foi inspirado na Filosofia igualitária de Marx. Muito interessado, na crise tanto do capitalismo como da democracia liberal, tentando encontrar alternativas à classe trabalhadora.

William Lind:
Como temos visto, a Escola de Frankfurt, Marxista na origem, quis criar uma revolução cultural contra a Sociedade Ocidental. Nos anos 1930, deram o seu primeiro passo importante.

Narrador:
Nos anos 1930, a obra de Horkheimer, Adorno, Fromm e Marcuse emitiu o seu primeiro produto tangível - a Teoria Crítica.

William Lind:
O termo Teoria Crítica é parecido com um jogo de palavras. Somos tentados a perguntar o que é a Teoria. A resposta é: a teoria é criticar. Através da crítica destrutiva incessante de todas as instituições da Sociedade Ocidental, eles esperavam derrubar essa sociedade. a Teoria Crítica é a base para os Estudos Gays, Estudos Negros, Estudos Feministas e vários outros Departamentos de Estudos encontrados nos Campus Universitários Americanos hoje. Esses departamentos são a base de operações do Politicamente Correcto.

Narrador:
David Horowitz esteve presente no nascimento do Campus Politicamente Correcto.

David Horowitz (Presidente do Centro para o Estudo da Cultura Popular):
Bem, eu era um Radical nos anos 60. Eu era um Marxista e, você sabe, os meus amigos eram pessoas como Tom Hayden. Eu editei a maior revista da esquerda, naquela altura - «The Ramparts»... Mas a Escola de Frankfurt era importante no Marxismo, porque eles já não acreditavam mais no futuro. Eles acreditavam apenas em destruir o capitalismo, e destruir, sabe, a «democracia burguesa» (É o que lhe teríamos chamado), e se você olhar para os Campus de hoje, aquele tipo de nihilismo é realmente o tema dominante. Que é atacar a América.

Narrador:
A Escola de Frankfurt foi cuidadosa em nunca definir de que é que a Teoria Crítica era a favor, mas apenas o que era contra.

Outra vez, Martin Jay, o Historiador Semi-Oficial da Escola de Frankfurt.

Martin Jay:
A Teoria Crítica, em si mesma, sempre foi relutante sobre ser colocada na camisa de forças da sistematização e definir a sua redução a uma definição simples.

William Lind:
A Teoria Crítica, na verdade, tentou politizar a lógica em si mesma. Horkheimer escreveu "a Lógica não é independente do conteúdo", o que significa que um argumento é lógico se ajuda a destruir a Cultura Ocidental. Ilógico se a apoia. Tal pensamento distorcido é o cerne do Politicamente Correcto. Agora, inculcado nos estudantes Universitários Americanos.

John Sterling, Senior da Universidade Cornell:
Quando há, você sabe...1% do Campus que é Conservador, e os outros 9%...os outros 9% de pessoas que se importam são incrivelmente liberais, vais ter, sabes, algo aproximado a um Estado Socialista.

Narrador:
Mas como é que o trabalho de um pequeno grupo de intelectuais Marxistas Alemães chegou à América?

(Hitler a falar Alemão)

Narrador:
Em 1933, quando os Nazis chegaram ao poder na Alemanha, o Instituto de Pesquisa Social fugiu. Ele fugiu para Nova Iorque, onde foi restabelecido nesse mesmo ano, com a ajuda do Presidente da Universidade de Columbia. Uma vez na América, a Escola de Frankfurt, gradualmente, mudou o foco do seu trabalho, de destruir a Cultura e Sociedade Alemãs para atacar a sociedade e cultura do novo refúgio. Não só aplicaram a Teoria Crítica na Sociedade Americana, como acrescentaram alguns elementos novos. Um deles foi o instituto chamado «Estudos sobre o Preconceito» que culminou em 1950, no imensamente influente livro de Theodor Adorno «A Personalidade Autoritária». Nele, Adorno argumentou que os Americanos possuiam muitos traços Fascistas e que quem apoiava a Cultura Americana tradicional era psicologicamente desequilibrado. Não é casualidade, que hoje, os politicamente correctos são rápidos a rotular os seus opositores como "Fascistas" e sugerem que eles precisam de tratamento psicológico na forma de Treino de Sensibilidade.

(Multidão grita slogans políticos)

Narrador:
A Escola de Frankfurt integrou até no Politicamente Correcto a causa mais «na moda» e «fashion», o Ambientalismo, no seu Marxismo Cultural. Pela via do livro de Horkheimer e Adorno «Dialéctica do Iluminismo»

Martin Jay:
Bem, eles estavam interessados naquilo que foi chamado a «dominação da natureza». «Dialéctica do Iluminismo», em particular, mudou a ênfase da dominação económica para a dominação das espécies do mundo natural. Incluindo a natureza interna através da compreensão Psicanalítica da repressão, por isso estavam muito interessados em reconhecer que precisávamos de ter uma relação mais natural e, vamos dizer, mais equilibrada entre a espécie humana e o mundo natural.

Narrador:
Depois da II Guerra Mundial, Horkheimer e Adorno voltaram à Alemanha, onde o Instituto foi restabelecido na Universidade de Frankfurt. Mas nem todos os velhos membros do Instituto voltaram. Fielmente, Herbert Marcuse permaneceu na América, eventualmente, tornando-se professor da Brandeis, na Universidade da California em San Diego. Marcuse trabalhou para finalizar o trabalho começado por Horkheimer, Adorno e Fromm na década de 1930.

Martin Jay:
Marcuse, por outro lado, ficou nos Estados Unidos e durante os anos 50 e 60, desenvolveu algumas das suas ideias iniciais - cruzando Marx com Freud. Um interesse no ascetismo, um interesse na tendência, digamos, cultural para o que ele chamaria de "negação" que eram utilizados numa campanha para pôr em causa o que Antonio Gramsci teria chamado o gémeo da cultura capitalista burguesa, e Marcuse tornou-se, é claro, no chamado "Guru" da Nova Esquerda.

Narrador:
Foi Marcuse quem, finalmente, respondeu à pergunta proposta por Horkheimer no início dos anos 30 «quem poderá substituir a classe trabalhadora como agente da revolução?»

David Horowitz:
Por isso, tinhas que encontrar algum novo eleitorado, quer fosse os estudantes, ou os negros, ou as mulheres, ou os gays ou o que fosse, e Marcuse tinha um Marxismo fluído que se encaixou nisto.

Narrador:
Martin Jay confirma o papel da Escola de Frankfurt na criação dos grupos de vítimas que constituem a Aliança Politicamente Correcta.

Martin Jay:
Mas a Classe Trabalhadora não teria o papel hegemónico que o Marxismo tradicional esperou dele, e então, os estudantes, negros e outros grupos minoritários, mulheres e assim por diante, estavam, esperavam eles, pelo menos capazes de unir-se.

Narrador:
De Importância Decisiva para a injecção do trabalho da Escola de Frankfurt na rebelião estudantil da década de 1960 foi a reabilitação por Marcuse, da noção de Libertação Sexual de Fromm.

Martin Jay:
Marcuse, no entanto, foi o principal canal de novas ideias. Marcuse tinha escrito um trabalho importante nos anos 50 chamado «Eros e a Civilização», um trabalho que tenta encostar Freud à parede e vir com uma nova leitura radical Utópica da Psicanálise e que combinada com o "Vida Contra Morte" de Norman O'Brown, teve um grande impacto sobre a Contra Cultura e em enfatizar o Elemento Libidinal.

Narrador:
«Eros e a Civilização» de Marcuse, condenou todas as restrições do comportamento sexual. Em vez disso, chamada perversidade polimórfica.

Martin Jay:
Em vez disso, argumentou que, em certos níveis de desenvolvimento precoce da psique humana, havia um potencial para a expressão sexual, prazer sexual, que ainda não tinham sido organizados em noções restritas de sexualidade heterossexual, e esses tinham uma certa capacidade de se revigorar.

Narrador:
A perversidade polimórfica ajudou a abrir a porta a aspectos politicamente correctos, como a libertação Gay.

Roger Kimball, Editor Executivo, «The New Criterion»:
Esta é a sua ideia daquilo em que a sociedade humana, a boa sociedade humana, deve ser baseada, era um certo tipo de perversidade polimórfica e narcisismo que pela libertação do «Eros» não procreativo, teve o seu fim. Iríamos encontrar grande iluminação e grande felicidade. Isto era suposto ser a chave para a utopia.

Narrador:
David Horowitz liga «Eros e a Civilização» directamente à rebelião dos anos 60 de que ele fazia parte.

David Horowitz:
O Marxismo é uma doutrina falida e já estava falida nos anos 50 ou até antes. As pessoas entenderam-no. Não funcionou. Não havia classe trabalhadora que iria fazer uma revolução. capitalismo. As pessoas estavam felizes com o capitalismo, basicamente, porque fazia sentido. Espalhou mais dinheiro para mais gente do que qualquer outro sistema na história. Por isso, eles tentaram encontrar outras fontes de energia revolucionária. E uma delas foi a ideia de repressão sexual dos anos 60. Foi uma maneira de poderes sempre pensar em teorias complicadas para fazer o que eles querem fazer. As pessoas queriam f*** muito nos anos 60, então Herbert Marcuse deu-lhes a justificação intelectual para fazerem montes de sexo, com montes de gente, montes de tempo. É disso que «Eros e a Civilização», o título do seu famoso livro, fala.

Narrador:
Marcuse é, também, a fonte de uma das mais notáveis características do politicamente correcto. É chamada a intolerância para qualquer outro ponto de vista que não o seu. Marcuse argumentou que a nossa sociedade Americana livre era, na verdade, um engano. Que a sua tolerância real era, de alguma maneira, repressiva. Entretanto, defendeu algo chamado «tolerância libertadora».

Roger Kimball:
E o que ele quis dizer com isso, é que a tolerância libertadora significava intolerância para ideias e movimentos da direita e tolerância para qualquer ideia da esquerda. É uma receita, sabe, para a repressão.

Narrador:
Mesmo Martin Jay, um grande admirador da Escola de Frankfurt admite o aspecto totalitário de Marcuse.

Martin Jay:
Talvez o seu mais significativo ensaio em termos de impacto. Não tinhamos sequer mencionado um ensaio sobre «tolerância repressiva», escrito no final dos anos 60, que alegava que a tolerância de diferentes crenças não produzia qualquer acção, porque qualquer crença parecia ser igual a todas as outras. As racistas, neo-fascistas e militaristas receberiam um peso igual às que eram pacifistas e emancipatórias. Isso levou, finalmente, aos problemas de Politicamente Correcto e Incorrecto dos anos 1980. Isto é, se tu tivesses uma forte noção de quem é Politicamente Correcto, então podias ser intolerante para aqueles que não eram e, por vezes, isso pode ser usado como uma licença, por pessoas da esquerda, para negar a liberdade de expressão àquelas pessoas de quem discordavam.

Narrador:
Através desses trabalhos, Marcuse tornou-se no principal agente de transmissão das ideias da Escola de Frankfurt.

David Horowitz:
Marcuse teve uma influência tremendamente importante no pensamento dos jovens. Ele foi um dos pais espirituais do movimento.

Narrador:
E através de Marcuse, a Nova Esquerda encontrou o resto da Escola de Frankfurt.

Martin Jay:
E, então, nos anos 1960, eles foram redescobertos por estudantes que viram as obras que eles tinham feito e redescobriram uma fonte de Marxismo não-tradicional, não-comunista que eles encontravam como uma inspiração para o movimento estudantil da década de 1960.

Narrador:
Jays faz a Marcuse o elogio definitivo como revolucionário.

Martin Jay:
Ele tornou-se uma espécie de celebridade. Em Paris, havia faixas que diziam «Marx, Mao e Marcuse». por isso ele foi o cordeiro da libertação com um par de pesos pesados.

Narrador:
E as consequências do trabalho da Escola de Frankfurt, agora, engolem-nos a todos. Martin Jay paga-lhes o devido crédito.

Martin Jay:
Bem, é fascinante, se os comparares com outras figuras da chamada tradição "Marxista Ocidental", eles estão talvez mais vivos do que praticamente qualquer outra pessoa.

Narrador:
Roger Kimball, não obstante vir da perspectiva Política oposta de Martin Jay, concorda.

Roger Kimball:
A instituição das ideias do Multiculturalismo Radical na Academia, e o que podes chamar como a sua ala de coacção, nomeadamente, a ideologia do Politicamente Correcto, testemunharam a vitalidade de algumas dessas ideias, algumas das ideias da Escola de Frankfurt.

Narrador:
Perguntámos ao autor da Nova Esquerda, David Horowitz, o que é que os membros da Escola de Frankfurt, Horkheimer, Adorno, Marcuse poderiam pensar, se eles pudessem voltar e visitar um dos Campus Politicamente Correctos da América hoje.

David Horowitz: Bem, tenho a certeza que estariam emocionados porque eles seriam, você sabe, Deuses.


A transcrição em Inglês

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